Oficina sobre sífilis congênita treinará profissionais de saúde do Pará

Blog da Saúde São Miguel | 17:30 |

Capacitar profissionais de saúde que desenvolvem suas atividades nas maternidades, Atenção Básica e Saúde Indígena. Essa é a proposta de duas oficinas sobre “Manejo Clínico das Gestantes com Sífilis e Recém-Nascido Expostos”, promovidas pela Coordenação Estadual de DST/Aids da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), que vai acontecer nesta terça e quarta-feira ( 28 e 29), na Computer Store da Antonio Barreto, a partir das 8 horas.
O evento está sendo organizado pelo Projeto Nascer-Maternidade e faz parte do Plano de Eliminação da Sífilis Congênita no Estado, elaborado e reunirá representantes das 13 Regionais de Saúde, enfermeiros, médicos e profissionais do nível médio do Programa Saúde da Família (PSF) e da Atenção Básica de vários municípios paraenses.
Além das oficinas, haverá conferências sobre a situação epidemiológica da sífilis congênita com a expositora Francisca Paracampo, e mesa redonda discutindo a transmissão vertical da sífilis, sua história e diagnóstico laboratorial. O objetivo é orientar os profissionais de saúde sobre no manejo adequado das gestantes, parturientes e recém-nascidos expostos, e assim, eliminar a sífilis congênita no Pará.
De acordo com a Coordenação Estadual de Dst/Aids, de 2006 a 2011, foram registrados 1.564 casos de sífilis congênita no Estado. Para Hildemar Fernandes, coordenadora do Projeto Nascer-Maternidade, as oficinas também servem para mostrar a importância do diagnóstico logo na primeira consulta do pré-natal. “O diagnóstico da sífilis logo no início é de suma importância para tratar tanto a mulher quanto seu parceiro, além de facilitar o monitoramento da gestante até o último mês”, afirmou.  
A sífilis é uma doença infecto-contagiosa que pode ser passada de uma pessoa para outra por meio de relações sexuais desprotegidas ou e durante a gestação e o parto (de mãe infectada para o bebê).  A doença afeta todo o organismo, alternando períodos de apresentação dos sintomas com períodos assintomáticos. A taxa de óbito em aborto e óbito neonatal precoce é elevada, estimando-se entre 25% e 40% dos casos. A adoção de práticas sexuais seguras, associada à execução correta do pré-natal, são peças fundamentais para o controle da doença.
A prevenção é feita pelo uso regular de preservativo e diagnóstico precoce em mulheres que desejam engravidar. O tratamento mais indicado para a sífilis é feito por meio de um antigo antibiótico. Se não tratada à sífilis torna-se crônica e pode comprometer várias partes do corpo e até mesmo levar à morte.
Programação

Dia 28/06/2011
08: 30 às 09:00h: Abertura
09: 00 às 10:00h
Conferência: A situação epidemiológica da sífilis congênita no Estado do Pará.
Expositora: Dra Francisca Paracampo/ CEDST/Aids-Pará

10:30 às 12:00h: Mesa Redonda
Tema: Sífilis em Gestante e Sífilis Congênita

  • Transmissão vertical da sífilis- Dra Márcia Maciel- FSCM/PA
  • História natural da sífilis adquirida-- Dra Márcia Maciel- FSCM/PA
  • Diagnóstico laboratorial da sífilis-- Dra Márcia Maciel- FSCM/PA

14:00  às 16:00h Mini –Conferências : Sífilis Congênita
  • Manifestações Clínicas- Dra Eliete Araújo / UFPA
  • Diagnóstico Laboratorial- Dra Eliete Araújo/ UFPA
  • Terapia antimicrobiana- Dra Eliete Araújo / UFPA
  • Como garantir o diagnóstico sorológico e as condutas adequadas preconizadas para as gestantes?

16:15 às 18:00h Mesa de Debates: Pontos Críticos no Manejo da Sífilis

  • Uso da penicilina para o tratamento da sífilis
  • Como interpretar os exames laboratoriais para sífilis
  • Estratégias que devem ser incluídas para elaborar um plano municipal de controle da sífilis em gestantes e congênita.
Expositor: Dr.Paulo Guzzo – Coordenador Estadual de DST/Aids-SESPA
18:00h Encerramento

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